|
|
|
COMISSÃO GALEGA DO ACORDO ORTOGRÁFICO DA LÍNGUA PORTUGUESA Rua
B. Corbal, 27, 8º C-D - Apartado, 12 – 36080 PONTE VEDRA (GALIZA) Edifício Miguel Dantas, 6º B - Av. Miguel Dantas, s/n Apartado, 88 – 4930-999 VALENÇA DO MINHO (PORTUGAL) correio electrónico: lusofonia@infonegocio.com |
|
A COMISSÃO ENVIA CARTA AO PRESIDENTE DA JUNTA DA GALIZA SOLICITANDO UMA REFORMA NO ESTATUTO DE AUTONOMIA, EM 17 DE AGOSTO DE 2004: |
|
EX.MO
SR. PRESIDENTE DA JUNTA DA GALIZA PALÁCIO
DE RAJOI SANTIAGO
DE COMPOSTELA
Propõem-se
alterações nos seguintes artigos: Art.
5.
Art.
25. Onde
põe língua da Galiza pôr língua portuguesa da Galiza. Art.
26. Idem,
onde põe língua da Galiza pôr-se-á língua portuguesa da Galiza. Art.
27. Art. 34. 4. Em vez de língua da Galiza pôr-se-á língua portuguesa da
Galiza. Também
parece de senso comum que o Conselho da Cultura Galega passe a
chamar-se Conselho da Cultura Galega Lusófona da Galiza, para abrir a
nossa nação à CPLP, AULP, etc., pois a Galiza e a Espanha, País
Basco e Países Catalães devem poder, através das instituições
galegas, relacionar-se com todos os países e povos da lusofonia,
sendo que a Galiza foi reconhecida como nação pela Sociedade das Nações
em 1933 e foi declarada como nação com o diploma do Dia Nacional da
Galiza, do 25 de Julho, pelo governo galego, na altura. Entende
a Comissão Galega do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa que o
texto reformado do Estatuto de Autonomia da Galiza deve ser aprovado
pelo Parlamento e Governo da Galiza, e endereçado para a Comissão de
Assuntos Exteriores do Parlamento Espanhol, aquando a Galiza promova a
adesão ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa que ajudámos a
elaborar os galegos com os restantes lusófonos em 1986 no Rio de
Janeiro, na Academia Brasileira de Letras, e em 1990 em Lisboa, na
Academia das Ciências, por estabelecer uma norma comum que garante a
unidade estrutural da nossa portuguesa língua, quer seja em sentido
sincrónico quer diacrónico, uniformizando as variedades galega,
portuguesa e brasileira numa padrónica norma comum, que abrange as
falas da Galiza, Portugal, Brasil, PALOP, Timor, etc., em plano de
igualdade e eleva a língua da lusofonia ao nível que merece por ser
uma língua que, nascida na antiga Gallaecia e Lusitânia, foi
espalhada por dois terços do mundo pelos portugueses, que construiram
a primeira nação-estado europeia em 1249, com cerca de 250 anos de
antecedência da Espanha. A
Galiza com a língua portuguesa como própria, nacional e oficial nada
tem a perder, pois a língua da lusofonia é hoje falada por mais de
240 milhões de utentes segundo a UNESCO, e a segunda língua
instrumental co-oficial, o castelhano por mais de 300 milhões de
utentes, segundo a RAE (Real Academia Espanhola). Agradecendo
a antenção de V. Exª., aproveitamos o ensejo para apresentar os
melhores cumprimentos e em nome da Comissão, SOLICITAR:
Se tenham em conta as presentes achegas. Ponte
Vedra, 17 de Agosto de 2004
O
Presidente da Comissão,
|
|
A COMISSÃO INFORMA O PARLAMENTO DA GALIZA (JUNTA DE PORTA-VOZES), EM 29 DE NOVEMBRO DE 2001: |
|
A COMISSÃO GALEGA DO ACORDO ORTOGRÁFICO DA LÍNGUA PORTUGUESA, que negociou os dois Acordos Ortográficos de 1986 (Ortografia Simplificada) e de 1990 (Ortografia Unificada), da que fizeram parte os falecidos Valentim Paz Andrade, Ernesto Guerra da Cal, Jenaro Marinhas del Valhe, entre outras personalidades que ainda fazem parte da Comissão, ouvido o Conselho Científico, integrado por professores, estudiosos, escritores e poetas lusófonos, e como O.N.G. legalizada nos dois Estados Ibéricos, dedicada à divulgação da Língua Portuguesa da Galiza, Portugal, Brasil, PALOP, Timor, etc. no Mundo acordou, cumprindo o compromisso adquirido na negociação dos Acordos, na Academia Brasileira de Letras do Rio de Janeiro, em 1986, e na Academia das Ciências de Lisboa, em 1990, endereçar ao Parlamento da Galiza – Junta de Porta-Vozes dos partidos políticos, uma vez constituído o mesmo, o seguinte: 1.- PARECER SOBRE A REFORMA ORTOGRÁFICA DA LÍNGUA PORTUGUESA DA GALIZA, elaborado pelo Conselho Científico das IRMANDADES DA FALA DA GALIZA E PORTUGAL, que é aceite por esta Comissão, relativamente aos aspetos jurídicos e linguísticos. 2.- PRONTUÁRIO PARA A APLICAÇÃO DO ACORDO ORTOGRÁFICO, com 10 regras muito simples, que permitem incorporar a Língua da Galiza a par das outras realizações do diassistema, numa norma comum padrão de cultura, e de uso fácil no ensino e na administração, podendo implementar-se de imediato em bem da língua lusófona da Galiza, porquanto a Galiza é lusófona ou não é. A Galiza tem direito a pertender à CPLP -Comunidade dos Países de Língua Portuguesa- uma vez assumida a norma padrão comum, que dá corpo à 2ª língua românica do Mundo e 3ª europeia de cultura, a seguir do inglês e o espanhol. Ainda a aplicação do Acordo Ortográfico facilitará o ensino da Língua Castelhana e de outras línguas europeias de cultura, fazendo dos galegos cidadãos multilingues, com base na sua língua materna, a língua portuguesa da Galiza, já normalizada. 3.- Entende ainda a COMISSÃO GALEGA DO ACORDO ORTOGRÁFICO que a Gramática do Português Contemporâneo, de Lindley Cintra e Celso Cunha acolhe as formas dialectais do português da Galiza (dialectos galegos) e de Portugal, do Brasil dendo que os PALOP, Timor, etc. seguem o português europeu. Também deve ter-se em conta a fonologia fixada pelo Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa, perfeitamente válida para a língua da Galiza, ao estabelecer uma ortofonia comum, em que a norma padrão acolhe os diferentes dialectos, linguajares, sotaques, etc. da realização oral da língua na Comunidade Lusófona da Galiza-Portugal, podendo dizer que não há fenómeno linguístico algum em Portugal que não exista também na Galiza, embora a penetração maciça do espanhol, de modo semelhante a como acontece com Olivença, etc. e face ao que há que reagir já com aulas, ortografia e ortofonia comum portuguesas e nunca espanholas, estabelecimento de terminologia, léxico e dicionarística comum, etc. 4.- A COMISSÃO GALEGA DO ACORDO ORTOGRÁFICO acredita no futuro da Língua da Lusofonia da Galiza, Portugal, Brasil, PALOP, Timor, etc. quer em cada país e em cada povo lusófono, quer nos organismos internacionais em que é língua oficial ou de trabalho: UE, OEA, OUA, ONU, UNESCO, OMS, OIT, AIJ, etc. Por isso pede ao Parlamento Galego, e em seu dia solicitará do Governo da Galiza, que sejam estudados os trámites para a aplicação do Acordo Ortográfico da nossa língua, em bem da Pátria Galega e do Povo Lusófono Galego. Em Ponte Vedra, para Santiago, a 29 de Novembro de 2001 Junta-se o PARECER SOBRE A REFORMA ORTOGRÁFICA DA LÍNGUA PORTUGUESA DA GALIZA elaborado pelo Conselho Científico das IRMANDADES DA FALA DA GALIZA E PORTUGAL, e o PRONTUÁRIO ORTOGRÁFICO PARA A APLICAÇÃO NA GALIZA DO ACORDO DA ORTOGRAFIA UNIFICADA DE 1990. Assdo., O PRESIDENTE DA COMISSÃO, JOSÉ LUIS FONTENLA Apartado 12 36080 PONTE VEDRA |