II SEMINÁRIO DE POLÍTICAS LINGUÍSTICAS da Associação de Amizade Galiza-Portugal

Santiago de Compostela, 24-25-26 Novembro 2004

 

António Gil Hernández:

 

"Reflexões aracilianas para a Galiza" (Resumo)


      0. ENTRADA
      Conheço Lluís Aracil desde há quase séculos. Não é piada. Lembro, sim, o momento em que por primeira vez nos “contemplámos” (que diria o amigo e saudoso Manuel Maria) em carne mortal; mas suspeito que já dantes conversáramos nalgum lugar indescrito. Aquela primeira vez acho que fora durante as terceiras ou talvez durante as quartas “Xornadas do Ensino”, na “Mesa Redonda”, tradicional então durante as “Xornadas”, sobre o situação das Comunidades Linguísticas não castelhanas no Reino da Espanha. (Tenho de advertir que nem “Comunidades Linguísticas” nem “Reino da Espanha” apareciam no enunciado da atividade, mas “linguas” e “Estado espanhol”: Preferências curiosas...). Eu, nessa ocasião, ousei perguntar se o “caso valenciano” poderia comparar-se com o “caso galego”, nomeadamente a respeito da formalização da língua.
      Daquela UCD, AP e a extrema direita espanhola estavam a argalhar no País Valenciano a “criação” duma nova língua, a valenciana, diversa da catalã. Na Galiza espanhola essa criação achava-se muito avançada: Poucos duvidavam (e continuam a não duvidar, cada vez duvidam menos...) da existência duma língua galega, mais ou menos como a explicava Ramón Piñeiro: Pois que hai unha área lingüística galego-luso-brasileira, na que cada unha das tres unidades ten a sua personalidade cultural propia, non sería normal que esas unidades culturais se descoñecesen entre sí. No caso galego, durante séculos silenciado, ese intercoñecemento resulta necesario e será estimulante (in Silêncio ergueito, p. 239).

 

      Aracil respondeu afirmativamente, não lembro bem em que sentido. Interveio também Francisco Rodríguez quem nem afirmou nem negou, mas disse num sentido diverso ao seguido por Lluís. Confesso que tenho esquecido quase todo o pormenor da anedota, quer dizer, tudo o anedótico e apenas lembro o fundamental: Foi então que se iniciou a minha amizade com Lluís Aracil; digo melhor, iniciamo-la ambos os dous, “ámbolos”, como preferem escrever os isolacionistas... (mas que é o que é “ámbolos”? Tem qualquer cousa a ver com “êmbolos”? Fazia também parte da “Mesa redonda” Tásio Erkizia, já então (acho) vereador na Câmara Municipal de Bilbo. Seja como for, acabada a “Mesa”, fomos jantar na residência dos Franciscanos, em Compostela, muito próxima da sede das “Xornadas”. Jantámos juntos Lluís, Tásio e eu. E falámos de tudo ou de quase tudo relacionado com o tratado na “Mesa Redonda”. Depois foram conversas sobretudo telefónicas até às reuniões de “Iruinean Sortua”, em Pamplona (nos primeiros dias de Julho de 1983), em Lleida (no fim de Outubro e início de Novembro) e a última em Compostela (na primavera de 1984).


      Getxo e Ourense serviram para firmar a nossa amizade, respetivamente nos Congressos Internacionais de Sociologia de Línguas Minorizadas e da Língua Galego-Portuguesa na Galiza. Não lembro o ano, mas seria depois desses acontecimentos ou talvez antes que participei, a pedido de Lluís, numa sessão do “Seminari de Sociociolingüística” e numa Mesa Redonda sobre a situação do “galego”, na Universitart de Barcelona. Também convidado por Lluís, comuniquei, nas seções de Sociolinguística ou Sociologia da Linguagem dos Congressos de Sociologia em Saragoça e Donosti, qual é, a meu ver, a situação da Comunidade Lusófona na “Comunidad Autónoma de Galicia”. Lamento não precisar os anos e as datas...


      Tivemos muitas mais ocasiões em que não me detenho. Apenas fique o dito para evidenciar que no que vou expor não sou nada imparcial, embora sim esteja certo e acertado. Não obstante, sobeja advertir que esta minha exposição apenas é leitura sumária e muito pessoal de alguns textos de Lluís V. Aracil aplicáveis à Galiza. Ainda mais, da aplicação que vou apontar apenas eu sou o responsável.


      1. TEXTOS PUBLICADOS NO PORTUGUÊS DA GALIZA (ESPANHOLA)


      1.1. “Sociolinguística: Revolução e paradigma” É artigo publicado em O Ensino núm. 6 (1983), pp. 49-57. O texto original inglês foi dado a lume em Sociolinguistics Newsletter , 9: 2 (Verão de 1978). Os tradutores fomos J. R. Rama e eu próprio, mas o autor reveu a tradução.


      1.2. “A sociolinguística da experiência e da ação: O modelo galego”
Foi palestra proferida na Universidade de Compostela em Dezembro de 1978 e publicada em Problemática das línguas sen normalizar. Situación do galego e alternativas; AS-PG 1980. Posteriormente reeditou-se em Temas de O Ensino núms. 4-5 (1985), pp. 127-138. Do texto saliento alguns parágrafos dos apartados 3. “O processo galego. Difusão e promoção do idioma galego. Impulso e direção”, 5. “O equívoco da diglossia desde Ferguson”, 8. “A readaptação da estrutura aos novos usos. Fixação e cultivação” e 11. “O modelo galego. Aprender da própria experiência”.

 

      1.3. “Questionário de História contemporânea” Foi conferência-comunicação ao I Congresso Internacional da Língua Galego-Portuguesa na Galiza (Ourense, Setembro de 1984), que editaram C. C. Morám Fraga e J. Mato Fondo no núm. 17 (Primavera de 1989) da revista Agália núm. 5-15.

 

      2.1. Livros:


      2.1.1. De Papers de Sociolingüística (Edició i presentació d’Enric Montaner. Prefaci de Pierre Achard. Edicions de La Bromera , Col. Els Orígens núm. 9, Barcelona 1982, 249 pp.) mormente os capítulos-artigos seguintes:
      a) «El bilingüisme com a mite»

      b) «Substitució lingüística»
      c) Educació i sociolingüística»


      2.1.2. De Dir la realitat (Edicions Països Catalans, Barcelona 1983, 301 pp.) os capítulos-artigos seguintes:
      a) «El racionalisme oligàrquic»
      b) L’estandardització del català moderne en justícia a Josep Calveras»
      c) «Sobre la situació minoritària»
      d) «Romanística i sociolingüística»


      2.2. Artigos:


      2.2.1. «“Lengua nacional”: ¿Una crisis sin crítica?» in Hizkuntza Minorizatuen Soziologia. Sociología de Lenguas Minorizadas (Argitaratzaileak: José Ignacio Ruiz de Olabuénaga, J. Agustín Ozamiz), Ttattalo S.A., Donostia, 1986, pp. 443-458. É versão da comunicação de igual título apresentada ao Simpósio “Innovación en la enseñanza de la lengua y la literatura” (Madrid, Junho de 1984), publicada nas Actas, Ministerio de Educación y Ciencia, Subdirección General de Formación del Profesorado, Centro de Publicaciones, Madrid, 1987, pp. 215-228.


      2.2.2. «Euskal-Herria i Sociolingüística: Dues incerteses i una aposta (A propòsit d’un llibre recent [José M.ª Sánchez Carrión, “Txepetx”, Un futuro para nuestro pasado ] in Límits. Revista d’assaig i d’informació sobre les ciències del llenguatge núm. 4 (Maio de 1988).
Disponho também duma versão em castelhano, dactilografada.


      3. SUMÁRIO E CONCLUSÃO