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SEMINÁRIO DE POLÍTICAS LINGUÍSTICAS
PROF. JOSEP J. CONILL |
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“SENSO COMUM E COMUNIDADE DE SENTIDO: RUMO A UM TRATAMENTO LIBERTÁRIO DA COMPLEXIDADE SOCIOLINGUÍSTICA” SANTIAGO,
25-26-27 DE NOVEMBRO DE 2003 PRIMEIRA
SESSÃO (apresentação),
25 de novembro. Lugar: Galeria Sargadelos, 19:30 a 21:30. SEGUNDA
SESSÃO:
26 de novembro. Lugar:
Faculdade de Ciências Políticas e da Administração, 17:30 a
19:00.
TERCEIRA
SESSÃO:
27 de novembro. Lugar:
Faculdade de Ciências Políticas e da Administração, 17:30 a
19:00
MESA
REDONDA
(sessão de encerramento), sob o título:
“LIBERALISMO
LIBERTÁRIO E CIDADANIA MULTICULTURAL”,
na Galeria Sargadelos de Santiago, das 20:00 às 21:30 horas, com a
participação dos professores: Josep
J. Conill,
sociolinguista e ponente do seminário; Xavier
Vilhar Trilho,
presidente da Associação de Amizade Galiza-Portugal; António
Gil Hernández,
sociolinguista e membro da Associação de Amizade Galiza-Portugal.
Participou com o texto |
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APRESENTAÇÃO, PROGRAMA E BIBLIOGRAFIA JOSEP J. CONILL
Há,
entre todos os povos, muita gente que deseja tirar do edifício maravilhoso
aquilo que as suas nações tinham aportado à obra comum, sem
preocupar-se das fendas que lhe poderiam causar e com a ideia equivocada de
serem suficientes as fracas forças
da sua pequena comunidade para abranger o céu e o infinito. Felizmente outros
ainda continuam no seu lugar, outros a opinarem que jamais um povo ou uma nação
poderão abranger sozinhos o que apenas tem conseguido toda a força
europeia unificada em séculos de heróica comunidade. São homens aos
quais agrada acreditar que este monumento deve ser acabado aqui onde começou,
na nossa Europa e não, porventura, em continentes estranhos, na América
ou Ásia.
Stefan
Zweig As
áreas
mais proveitosas para o desenvolvimento das ciências são aquelas
que foram desprezadas como terra de ninguém entre os diversos
campos já estabelecidos
Norbert
Wiener A
maior parte dos conceitos das ciências humanas estão contaminados
pela linguagem comum das preferências e dos conflitos
Fernand
Dumont Toda
a gente -e isto é bastante legítimo- tem alguna cosa a dizer respeito das línguas
que utiliza e sobre as outras... Mas é claro que nenhuma atividade científica
merece este adjectivo se se satisfaz repreendendo, sob uma forma um bocado
mais literária, as ideias que correm
Pierre
Achard Há
quem acredita poder fazer munição com as ruínas de Babel
Lluís
V. Aracil As
verdades incontestáveis têm a desvantagem de escurecer a verdade,
enfraquecendo os sentidos Heinz
von Foerster
Cada
vez que conseguimos tornar-nos no único
falante, deixa de existir
um
falante James P. Carse APRESENTAÇÃO JOSEP
J. CONILL À diferença da maior parte dos trabalhos que tenho redigido ao longo dos últimos dez anos, o estímulo imediato para a redação —levada a termo entre fins de novembro de 2000 e os primeiros dias de março de 2001— do texto intitulado «Senso comum e comunidade de sentido: Rumo a um tratamento libertário da complexidade interlinguística», que se acha na origem do presente seminário, não me veio através da minha participação no Seminário de Sociologia de València, que dirigia Lluís V. Aracil, mas da necessidade íntima de formular de um modo claro, conciso e ordenado uma série de ideias que dançavam na minha cabeça havia tempo. O mais remoto ponto de partida das minhas reflexões tinha relação com a existência, dentro do tema dedicado à sociolinguística para a programação do C.O.U. estabelecida pela Universitat Jaume I, de uma epígrafe intitulada «Línguas minoritárias e línguas minorizadas», concebida certamente com a intenção de dar a conhecer aos alunos a diferença existente entre estas duas noções. Sempre tive a convicção de que suscitar a questão dentro de uns limites tão reduzidos constituia, no fim de contas, a melhor forma de a distorcer. Em consequência, na medida em que o tempo e a capacidade do alunado o permitia, procurava ligar as noções de língua minoritária e língua maioritária, e da língua minorizada com a de interlíngua. Na minha opinião achamo-nos perante umas noções correlativas —coisa óbvia no relativo à primeira parelha mas não tanto no referente à segunda. A adopção deste ponto de vista permitiu-me explorar progressivamente a complexa malha de relações que informam um senso comum do qual não podemos fugir, muitas vezes, nem os mesmos sociolinguistas. A partir daqui, introduzi-me posteriormente no estudo da ordem linguística de que se proclama devedora e, ao final, tentei traduzir as minhas conclusões (provisórias) na formulação explícita de um modelo de ordem sociolinguística com vocação planetária, inspirado nuns princípios doutrinais —não isentos de um certo espírito utópico— de tipo liberal e libertário. Tal como eu o entendo, o delineamento exposto implica uma crítica radical do senso comum imperante na teorização sociolinguística desde as origens. Um senso comum que aparece cindido, como as duas faces de Janus, entre uma sociolinguística ao serviço do poder estabelecido, que se manifesta no âmbito da planificação linguística; e uma sociolinguística anticolonialista, em perpétua revolta contra toda tentativa de substituição linguística, em nome dos direitos nacionais das comunidades linguísticas oprimidas. Tratar-se-ia, em suma, das duas espécies de sociolinguística bem tipificadas por Aracil,[1] devedoras por igual do quadro ideológico da época da Guerra Fria e a Descolonização. Como tais, compartem uma visão excessivamente maniqueísta das coisas, mais apta para a análise de sociedades autoritárias do que para enfrentar-se aos reptos levantados pelo funcionamento das cada vez mais complexas democracias de aspecto socioliberal. Por analogia com a terminologia em voga dentro do âmbito económico, poderíamos caracterizar a maior parte da sociolinguística actual como uma sociolinguística do subdesenvolvimento que, como afirmo num trabalho recente a propósito de uma certa noção de conflito linguístico, «extrapola as teses marxistas sobre a luta de classes em termos de luta de línguas».[2] Sem pretender menosprezar a importância destas situações já bastante lamentáveis per se, entendo que a sua existência não deveria tornar-se num obstáculo epistemológico suscetível de nos impedir reconhecer outras mais complexas, dignas de uma atenção equivalente, se mais não. E isto por um duplo motivo. Em primeiro lugar, porque a aplicação dos modelos derivados da sociolinguística do subdesenvolvimento às sociedades avançadas revela-se ridiculamente insatisfatória. Mas também porque, recorrendo mais uma vez à analogia económica, caberia darmos os passos oportunos no intuito de constituirmos uma sociolingüística avançada, preparada para responder às exigências suscitadas às ciências sociais pela multi-culturalidade inerente às sociedades pós-modernas.
A necessidade de uma perspetivação
como a que sugiro fica evidenciada mais ainda se conferida com a situação
imperante na Galiza ou no País Valenciano, onde assistimos há décadas
ao espectáculo tão patético quão grotesco de comunidades linguísticas sequestradas
por um conjunto de organismos e instituições, que pretendem
representá-las com um fundamento tão diverso quanto desligado das
necessidades linguísticas dos cidadãos. A recente constituição
da Acadèmia Valenciana de la Llengua supõe,
provisoriamente, o último episódio deste
esperpento interminável orquestrado à volta do catalão
dos valencianos —a propósito do qual poderia escrever-se uma nova Conjura dos néscios,
se entre os nossos romancistas não
houvesse alguns dotados do talento e a impertinência que a
sátira precisa. Como tereis percebido, refiro-me à teorização
sociolinguística. Com efeito: sempre entendi a sociologia da
linguagem como uma disciplina caracterizada por uma dimensão teórica
consubstancial —o âmbito, mesmo mais problemático, do que Aracil
denominava a sociolinguística geral—,
em ausência da qual a análise da realidade empírica perderia todo
o sentido, além da sua eventual instrumentação em mãos
daqueles que se dedicam à manipulação tecnocrática (e
antidemocrática) da realidade social. Felizmente, sou capaz de fingir hipóteses
—quer dizer, de pensar, no
sentido mais autêntico da palavra— e faço-o sempre que posso
já que, em caso contrário, confesso-me incapaz de tentar a mais pequena
investigação sem extraviar-me no bosque da mera facticidade. O
escritor argentino Ernesto Sábato, antigo investigador no Laboratoire
Curie de Paris, acertou a exprimi-lo com muitíssima mais graça do
que eu: los
profesores que sostienen la doctrina de los «hechos»;
estimulados por diversas confusiones generosas, mantienen que el
historiador [leia-se «o sociólogo»] debe atenerse
humildemente a los hechos. Pero ¿cuáles? Imagino que ninguno de
estos historiadores va a pretender atenerse a todos,
ya que en ese caso habría que anotar no sólo la cantidad exacta de
ganado vacuno existente en Nínive en el momento de su destrucción, sino,
también y con sumo cuidado, la posición de las patas y el estado de sus
sistemas nerviosos. Si
no se acepta este grandioso programa, es evidente que se deberá
seleccionar hechos y entonces viene lo divertido. Porque sucede que esos
honestos profesores que hablan de objetividad se ven obligados a elegir
entre los infinitos hechos y para elegir es necesario un criterio, y la
palabra criterio es la tímida sinonimia de la palabra teoría.[3]
O problema essencial, neste caso, ficará situado no terreno da eleição teórica. Há anos que me tenho convertido num decidido valedor de todas as teorias que se ocupam da complexidade como atributo primordial da realidade social. Acho que não precisamos ter grandes teimas no referente a esta questão, na medida em que cabem várias perspetivações —quer dizer, diversos pontos de vista—, mesmo se nem sempre resulta possível compatibilizá-los. Por enquanto esta diversidade não deveria preocupar-nos de maneira excessiva mesmo porque, no estado actual da disciplina, a proliferação teórica só pode resultar beneficiosa de cara a corrigir a quantitofrenia dominante. Muito mais importante resulta, no meu entender, que tal proliferação teórica não perca nunca de vista a sua função de comunicação racional. Neste sentido, agrada-me pensar a sociologia da linguagem como aquele subsistema comunicativo especializado na reflexão sobre o uso dos códigos que fazem possível a sujeição do sentido social. Certamente isso obrigaria a ter em conta as suas próprias operações teóricas, na medida em que poderiam ter repercussão. E é que, tal com o enxergou Max Horkheimer (1968: 48-49), se as ciências sociais não renunciarem ao propósito de transcender o seu estádio atual meramente descritivo terão de contribuir, seja como for, à transformação da sociedade em sujeito racional das próprias ações.[4] PROGRAMA E BIBLIOGRAFIA JOSEP
J.CONILL 0. Epistemologia
trivial e epistemologia complexa na focagem das relações
interlinguísticas na época da Globalização. Bibliografia: Foerster, Heinz von (1972): «Perception of the future and the future of perception», in Instructional Science, 1 (1), pp. 31-43 [trad. cast. in Heinz von Foerster: Las semillas de la cibernética: Obras escogidas, Barcelona, Gedisa, 19962, pp. 187-200].
1. Língua
e Estado: A
diversidade linguística na cama de Procust.
1.1. O Estado como âmbito supremo de lealdade: um mundo
desimbricado. 1.3.
Duas versões da falácia pars
pro toto: a Nação-Estado e o Estado-Nação. 1.3.
Os nacionalismos linguísticos e a aparição do conceito de etnia. 1.4.
Problemática dos nacionalismos linguísticos 1.5.
Os nacionalismos estatais como máquinas de uniformização linguística. 1.6.
O círculo vicioso do nacionalismo. Bibliografia: Aracil,
Lluís V. (1979): «Sociolingüística», in Ictineu:
Diccionari de les Ciències de la Societat als Països Catalans
(Segles XVIII-XX), Barcelona, Ed. 62, pp. 440-447 [citamos pela reed.
in Papers de sociolingüística, Barcelona, Ed. de la Magrana, 1982,
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«”Lengua nacional”: ¿una crisis sin crítica?»,
comunicação apresentada à la “Mesa redonda sobre las
lenguas del Estado español”, no “Simposio sobre
Innovación en la Enseñanza de la Lengua y la Literatura Española”,
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nacional”: una crisi sense crítica», in Límits,
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de culturas y mestizaje cultural, Madrid, Júcar, 1988, pp. 229-248]. 2.
A quantitofrenia, um senso comum? 2.1.
Dados nus e absurdos taxonómicos 2.2.
Categorias quantitativas: línguas maioritárias versus línguas 2.3.
As três falácias demolinguísticas.
2.4. Demografia sociolinguística e
teoria de conjuntos.
Bibliografia: Aracil,
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París, Gallimard [trad. cast. La
anti-naturaleza, Madrid, Taurus, 1974]. Salvador, Gregorio (1992): Política
lingüística y sentido común, Madrid, Istmo. Sánchez Carrión, José María («Txepetx») (1981): El espacio bilingüe, Burlada, Eusko Ikaskuntza. 3.
A questão da interlíngua. 3.1.
Categorias qualitativas: interlíngua versus
língua minorizada. 3.2.
Duplicidade tipológica da interlíngua: lingua
franca versus interlíngua
sábia. 3.3.
Rascunhos para uma história da interlíngua. 3.4.
Língua maioritária e interlíngua: uma confusão terminológica. 3.5.
Interlíngua universal versus
interlíngua regional: bilinguismo bilateral
versus
bilinguismo unilateral.
Bibliografia: Alexander,
Christopher (1965): «A City is not a tree», in The Architectural Forum, maio-abril [trad. cast. in Christopher
Alexander, La estructura del medio
ambiente, Barcelona, Tusquets, 1971, pp. 17-55]. Aracil,
Lluís V. (1965): «Conflit linguistique et normalisation
linguistique dans l’Europe Nouvelle». Memória apresentada ao
Centre Européen Universitaire de Nancy, València, 1965,
multicopiado [trad. cat. in Lluís V. Aracil, Papers
de sociolingüística, Barcelona, La Magrana, 1982, pp. 23-38]. —1980:
«The sociolinguistic history of Europe: The subject and the
challenge», texto do position
paper lido na sessão inaugural do Congress on Linguistic
Problems and European Unity, Meran, outubro [citado pela trad. cat. in Lluís
V. Aracil, Dir la realitat, Ed.
Països Catalans, Barcelona, 1983, pp. 31-46]. —(1983):
«Sobre la situació minoritària», in Dir
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Después de Babel. Aspectos del lenguaje y la traducción, México,
Fondo de Cultura Económica, 1980]. 4.
Rumo a um modelo de (auto)gestão democrática dos contenciosos
linguísticos. 4.1.
Da desaparição do latim ao triunfo do inglês.
4.2. Modelo radial e interlíngua
universal.
4.3. Do panóptico à rede: conectividade vertical à horizontal.
4.4. Figurações linguísticas:
dos modelos oligárquicos aos democráticos.
4.5. Comunidades linguísticas
autogestionárias.
Bibliografia: Álvarez
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Fondo de Cultura Económica, 1980]. 5.
Liberalismo libertário e cidadania
multicultural. 5.1.
Liberdade de associação e cidadania diferenciada.
5.2. Culturas societárias e proteção
territorial: o modelo de Kymlicka.
5.3. A internalização da pressão
minorizadora: o caso mais problemático?
5.4. O fracasso dos modelos tradicionais
na política linguística.
5.5. O Estado liberal e libertário em
matéria de política linguística.
5.6. Da macropolítica à micropolítica
linguística.
5.7. Culturas políticas e reivindicação
dos direitos civis em matéria linguística. 5.6.
Do patriotismo constitucional à cidadania supra-estatal: é possível
um
cosmopolitismo sustentável?
5.7. Rumo a uma sociedade linguísticamente
convivencial. Bibliografia: Almond,
Gabriel A. & Verba, Sidney (1963): The
Civic Culture, Londres, Princeton University Press [trad. cast. La
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Álvarez
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«Individu i associació» (pp. 93-108); Ezequiel J. Emanuel,
«L’ideal del comunitarisme liberal» (pp. 109-121);
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UMA VELHA REFLEXÃO, TALVEZ IMPERTINENTE ANTÓNIO GIL HERNÁNDEZ (Intervenção na mesa redonda. 27 de Novembro, Galeria Sargadelos) Não
sei se virá muito ao caso, mas, como vou velho, assistem-me todas as
escusas para recuar ou evocar ou lembrar, morrinhento, no tempo e mesmo
no modo. No
núm. 178 (semana de 26 de Fevereiro a 4 de Março de 1982), A nosa
Terra publicava-me a "Conclusóm"
[sic] a uns Apontamentos sobre a ortografia do galego, que, ao
seu pedido, apareceram semanalmente desde o núm. 164 (13-19 de Novembro
de 1981). Entendo
que ainda tem atualidade e que mesmo não discorda do tema
proposto para este "seminário".
Contudo, reelaborei no texto, entre outros elementos, o uso dos
"abstratos@" que mudo pelos "concretos"
correspondentes, assim como a ortografia e palavrinhas (ou mais bem
palavrões), como "Poder" (em maiúsculo), quando
referido ao "Reino de España" (ambas iniciais também
em maiúsculo), e expressões, como "cultura galega",
quando hoje considero que deve dizer-se "cultura lusófona (da
Galiza)". Que
tempos!: Então assinava "Membro
da Asociaçóm [sic] Galega da Língua". A dedicatória soava
destarte: «Para
os que, falando ao seu jeito, / mantiverom vivo o galego / a homenage
humilde da minha admiraçóm e solidaridade.» [sic] Diz
o texto, reelaborado: Amigo
leitor, chega a hora da despedida. Redijo-a com morrinha, com saudade,
com um sentimento que não sei como descrever. Espero que o
exposto nestes artigos não se torne em pregar aos peixes. Esta
esperança e só ela faz-me confessar (são confissão as
linhas que seguem) as teses finais (ou "principais")
destes apontamentos
sobre a ortografía para as falas galegas: 0.
As teorizações sobre a escrita estão ainda por
delinear-se com jeito. Há apenas apontamentos. Os linguistas até agora
"esqueceram" quase a
completo esta vessante da língua. 0.1.
Neste estado civilizacional, a escrita não é sistema secundário,
quer dizer, simples procedimento para transcrever a fala. 0.2.
A escrita corresponde-se com a fala, mas, como a fala, é produto
social, desenvolvido na história. 0.2.1.
Fala e escrita, enquanto produtos sociais, devem definir-se
pragmaticamente, quer dizer, a teor do processo produtivo em que tomam "corpo"
através do tempo. 0.2.2.
São, antes de mais, "corporização"
de processos culturais (culturizadores, desculturizadores ou
transculturizadores), que, por sua vez, se correlatam com os outros
processos produtivos a constituírem as redes comunicacionais, solidárias
da sociedade. 0.3.
Entendo por cultura o conjunto de hábitos condutuais, também e soretudo
os linguísticos, dos membros de um grupo ou subgrupo humano. 0.3.1.
Nela se emarcam os produtos sociais que chamamos fala e escrita. 0.3.2.
O Poder institucionalizado, o Estado, tenta dirigir e fruir na sociedade
a cultura e, se for o caso, suprimi-la com o único objetivo de se
continuar como tal Poder, como Estado. 0.3.3.
Por vezes o Povo alcança a ultrapassar essa eiva quer se impondo ao
Poder, quer corrigindo as suas argúcias. 0.4.
Dessarte, a cultura pode considerar-se processo e resultado conflituosos
na história.
1.0.
Noutro tempo a sociedade galega dispunha duma cultura de que ficam
restos em maior ou menor grau, segundo zonas e, por conseguinte, segundo
grupos humanos assentes no território espanhol da Galiza. 1.0.1.
O Poder espanhol, o "Reino
de España" não assumiu nem assume a cultura lusófona
da Galiza, hoje fragmentada em três "Comunidades Autónomas". 1.0.2.
É por isso (mas não só) que a sociedade galega, em conjunto,
está a sofrer um processo forte de definhamento cultural ou de
transculturação. 1.1.
Não tem de estranhar, a teor do que dito, que no segmento do "Reino
de España", denominado "Comunidad Autónoma de
Galicia", alguns elementos promovam alguma parcela cultural
"galega", em todo o caso, desconjuntada das outras. 1.2.
Contudo, deve estranhar ainda menos o facto de a cultura lusófona da
Galiza poder degradar-se definitivamente e desaparecer, dado o grau de
esgaçamento entre os diferentes processos culturais na sociedade
galega. 2.0.
É comumente admitido que as falas galegas realizam o mesmo diassistema
linguístico que as portuguesas, brasileiras e PALOPanas: todas integram
a língua histórica conhecida mundialmente pelo nome de português. 2.1. O "Reino de España", na Galiza espanhola, tem oficializado |