AO PRESIDENTE DA REAL ACADEMIA GALEGA(*)


        As pessoas abaixo assinadas em representação da GALIZA SOLIDÁRIA (com morada em Ferrol, C.P. 15406, em Henrique Granados núm. 3 - 2.º esq.º) e da COMISSÃO PARA A REUNIFICAÇÃO NACIONAL DA GALIZA E PORTUGAL dirigimo-nos a Vè. e dizemos:


1.- A Normativa, que dizem ter reformado, de facto extirpa a língua da Galiza, o Português ou Galego, por séculos sequestrado no Reino da Espanha, como Património da Humanidade.
2.- Arredor da Normativa criou-se um criminoso negócio do linguicídio que subtrai dinheiro público me benefício privado, enquanto uma parte da opulação galega continua analfabetizada e degradada e mesmo passa fome, nomeadamente crianças.
3.- A Galiza, dotada de Língua Nacional secular, são as sucessivas gerações de seres humanos, pessoas, expoliadas nos Direitos Fundamentais, nomeadamente nos linguísticos:
a) O Reino da Espanha (inicialmente Castela) meteu sob o seu jugo a Galiza;
b) O Reino da espanha considera a Galiza nação de peregrina língua;
c) Portanto considera a populaçãao da Galiza povo bárbaro.
d) Vencida a Galiza, é preciso que receba as leis que o vencedor impõe aos vencidos.
e) O vencedor, o Reino da Espanha, impõe a sua língua ao vencido, a Galiza.
f) Os vencidos, a meio desta "arte gramatical", as Normativas da RAG (1982, 1995, 2003), "podrán venir en el conocimiento de ella [a língua do vencedor, o castelhano]".
Em consequência, exigimos dessa instituição que, se não quer continuar a contribuir na desfeita da língua da Galiza e da própria Galiza, reconheça publicamente que o Português é a língua nacional da Galiza.


Atte.

Na Corunha, sexta-feira, 18 de Julho de 2003.

(Assinam o Presidente e o Secretário de GALIZA SOLIDÁRIA).


* (Comunicado apresentado na "Real Academia Galega" o 18 de Julho de 2003, registado com o núm. 1005).