IRMANDADES DA FALA DA GALIZA E PORTUGAL

 

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Texto enviado ao Presidente da Junta da Galiza em 17 de Agosto de 2004, propondo reformas no Estatuto de Autonomia da Galiza

   

 

 

EX.MO SR. PRESIDENTE DA JUNTA DA GALIZA

PALÁCIO DE RAJOI

SANTIAGO DE COMPOSTELA 

 

As IRMANDADES DA FALA DA GALIZA E PORTUGAL, legalizadas nos dois estados ibéricos, com a finalidade social de promoção da língua portuguesa no mundo, representada pelo seu Presidente Dr. José Luís Fontenla e o seu Secretário Dr. Ângelo Brea, com sede na Rua Bento Corval, 27-8º CD. Ponte Vedra Capital, EXPÕEM:

 

Que V. Exª. Solicitou publicamente se facultasse apoio, ajuda ou achega para a reforma do Estatuto de Autonomia da Galiza, pelo que as IRMANDADES DA FALA DA GALIZA E PORTUGAL, cumprindo os seus Estatutos, endereçam para V. Exª. o presente escrito propondo algumas sugestões em matéria de língua, sem prejuízo de enviar outras achegas em matéria jurídica, económica, de finanças, etc. se fosse necessário.

Assim, deve reformar-se o Estatuto de Autonomia da Galiza no seguinte:

 

Art. 5.

  1. O português é a língua própria, nacional e oficial da Galiza.
  2. O castelhano é também co-oficial na Galiza. Todos os cidadãos têm o direito de conhecer e usar as duas línguas oficiais.
  3. Os poderes públicos da Galiza hão de garantir o uso normal e oficial da língua portuguesa da Galiza.
  4. Os poderes públicos promoverão a difusão externa da língua portuguesa da Galiza.

 

Em todos os artigos em que figure “língua da Galiza” pôr-se-á “língua portuguesa da Galiza”.

Estas achegas permitirão a entrada na CPLP (Comunidade de Países de Lingua Portuguesa) da Galiza e alinharão a Galiza com todos os países lusófonos: Portugal, Brasil, PALOP, Timor, etc. e fará que a Galiza tenha duas línguas oficiais de dimensão internacional e intercontinental, numa sociedade cada vez mais plurilingue, para bem de todos os cidadãos.

A reforma se pode implementar quer pelo Governo Galego, quer pelo Parlamento da Galiza, e aquando se vigore o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa permitirá a adesão, dando conta à Comissão de Assuntos Exteriores do Parlamento espanhol, ficando a Galiza a ser lusófona, com os grandes privilégios culturais, económicos e sociais que isso provoca, para bem do Povo Galego Lusófono.

 

Pelo exposto se SOLICITA:

Proceda à reforma do Estatuto conforme se propõe.

 

17 de Agosto de 2004

 

 O Presidente,                               O Secretário,

 J. L. Fontenla                                Ângelo Brea